Sonho concretizado de Ricardo dos Anjos, um dos beauty artists mais requisitados e respeitados do mercado, a House of Beauty nasceu em 2013 como um misto de salão de cabelereiro e estúdio de make up.

Ricardo dos Anjos da House of Beauty, onde a beleza faz seu lar

Ricardo dos Anjos - salão de cabelereiro e estúdio de make up.

Desde fevereiro, ocupa um amplo casarão construído em 1926 na região central da cidade de São Paulo. Endereço Rua de Treze de Maio 950.
Esqueça a Torre de Babel típica dos grandes salões, com seus secadores frenéticos, dezenas de clientes e cortes em série. Aqui o modelo é outro, tanto por conta dos profissionais one of a kind, quanto pelo atendimento personalizado e afetuoso.
Bem vindos à House of Beauty, um lugar onde a beleza se materializa de muitas formas, tudo a partir da concepção e maestria de Dos Anjos.


 

¿O que é a House of Beauty?

A minha segunda casa.

¿Como surgiu a ideia de criá-la?

Eu já atendia muita gente a domicílio, mas eu queria fazer isso num lugar que fosse meu. Onde pudesse atender as clientes com mais cuidado, além de ter a estrutura necessária para poder executar os pedidos dos trabalhos de publicidade, como pintar um cabelo. Também onde pudesse fazer meus vídeos, conversar com as minhas clientes.

¿E de onde veio a inspiração para o estilo do décor?

Tudo fui eu que pensei, e grande parte foi até eu que fiz. A princípio por uma questão financeira, mas não só. E acho que a inspiração é minha mesmo: tenho uma coisa com reaproveitar. Não consigo me desfazer de uma peça se sei que, fazendo uma reforma, fica bom de novo. Às vezes não é nem pelo valor ou pela época… Se é funcional e ainda tem vida útil, vou tentar usar até acabar. Muita coisa aqui eu comprei de segunda mão, a grande maioria dos móveis veio de antiquário, aqui e de Buenos Aires, que é ótima para comprar peças especiais. Tenho algumas peças interessantes, como as cadeiras , que são originais.

¿Anos 20, não é?

A partir dos anos 20. Uma delas foi a primeira cadeira produzida pela Ferrante, em 1926. E as outras são a partir dessa data. As mais novas são as hidráulicas, de 1965. Achei um cara que reforma esse tipo de cadeira.

 

¿E como você definiria o estilo da House?

Acho que clássico contemporâneo. Porque ao mesmo tempo que tem muita coisa antiga, vintage de verdade, eu tenho uma influência do atual. A gente trabalha com novas tecnologias, produtos de primeira. Isso também faz parte da nossa identidade. As composições de imagens traduzem isso, tento criar uma harmonia com fotos atuais de trabalhos, ilustrações, imagens variadas que a gente gosta. Confesso que em alguns casos, passei dois dias até achar uma harmonia e ainda assim mexi depois. Pensar, mas parecer natural. Isso é o difícil.

¿Uma marca registrada da House?

A exclusividade. A ideia é a cliente vir para cá e achar realmente que está em um espaço só para ela. A gente tem poucas cadeiras para atender, para não ter muitas mulheres ao mesmo tempo, para a gente poder executar os serviços com tranquilidade, não esquecendo de agradar, de a cliente ter o tempo para tomar um café, comer o bolo (que é feito aqui diariamente, super caseiro). Eu prezo muito isso.

¿O que é beleza?

É estar feliz com as escolhas que você faz. É o que a House busca com nossas clientes. As pessoas chegam com desejos e referências, mas a gente tem que ir além disso, trazendo para a realidade da pessoa. É uma beleza real o que eu tento. Na minha cadeira ninguém vai sentar e ficar loira simplesmente por ficar. Explico todo o processo, gosto que saibam sobre o depois, sobre manutenção, gastos. Não quero que a pessoa venha aqui uma vez e nunca mais queira voltar.
 

 

¿O que determina um bom corte de cabelo?

O cuidado de um bom profissional. O cara pode arrasar no corte, mas não saber dar o corte certo para aquela pessoa. Acho que é olhar para aquela pessoa como alguém único.

¿E um bom make?

Aquele em que eu olho para a pessoa que recebeu a maquiagem e a reconheço. Não pode virar outro ser. Nada contra quem gosta de maquiagem exagerada, muita pele. A questão não é essa, mas sim você fazer de um jeito bom para quem está usando. Cada pessoa é uma, você tem que achar essa essência e entregar isso, seja no make, seja no cabelo. É muito mais do que só seguir as tendências.

¿Quais são as marcas que mais ditam as tendências de beleza atualmente?

Tem várias. Em finalização, eu amo Sebastian. Acho que é uma marca urbana, atual. Se falar de tratamento, gosto de O Boticário e Natura. Natura porque tem essa pegada natural, é uma empresa extremamente sustentável, que pensa em todos os lados. Já O Boticário é por seu foco em tecnologia. Uma marca nacional investir no que muitas vezes a gente só encontra em matérias primas e marcas importadas é um ganho gigantesco.

Se você pudesse escolher um profissional inspirador para trazer aqui para a House, quem seria?

Vidal Sassoon, sem dúvida. Porque o cara realmente mudou a coisa, fez um negócio diferente. Depois surgiram milhões de outros, hoje você tem várias academias incríveis, como Tony& Guy e Oil, de Londres, mas o cara começou o negócio.

Se a House pudesse despertar apenas um sentimento em quem vêm aqui, qual seria?

Amor, pelo amor de Deus! Amor em todos os sentidos… está em respeitar a pessoa que trabalha com você, respeitar o cliente, o horário, as escolhas das pessoas. A pessoa que chega aqui e não está disposta a dar e receber este tipo de amor, não se sente bem e vai embora por si mesma. O amor é o que nos blinda.

 

Entrevista: Bru Figueiredo  –  Fotos: Ricardo Athayde  –  Retoque fotográfico: Luiz Seraphim – Producción: Editado

 

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